Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

As pegadas da coelha

"Transforma-te na tua melhor versão"

Champôs inimigos do nosso organismo

IMG_2554 (2).JPG

 

 

Todos os dias na nossa rotina sujeitamos o nosso corpo a diversas agressões, sem que muitas vezes tenhamos esta consciência presente. O ar que respiramos, os alimentos que ingerimos, os produtos que usamos estão repletos de substâncias prejudiciais ao nosso organismo, mas que força das circunstâncias acabamos por ter de nos colocar à mercê destes agentes externos. Muitas vezes simplesmente nem tomamos essa consciência ou até preferimos ignorá-la para manter a sanidade mental.

 

Assim como determinados alimentos que comemos obstipam o organismo, alguns dos compostos químicos dos produtos de higiene e beleza prejudicam o nosso corpo uma vez que são absorvidos pela pele, passando pela corrente sanguínea até ao organismo.

Urge o uso de produtos naturais que não tragam esta carga química responsável pelas irritações e pelas doenças graves que surgem ao longo da vida.

 

Se nos dermos à curiosidade de ler o rótulo dos champôs e condicionadores podemos tomar consciência dos ingredientes que prejudicam o ambiente e a nossa saúde quer durante a sua produção e na sua aplicação.

 

Ingredientes nocivos que provocam mudanças hormonais e cancro:

 

1. SULFATOS
São detergentes químicos, uma espécie de sal com ácidos gordo que removem a sujidade do cabelo, assim como a hidratação natural. Os sulfatos são os responsáveis pela formação de espuma num champô.

 

2. PARABENOS 

São químicos que combatem bactérias que possam contaminar os cosméticos com o passar do tempo.

 

 

3. FRAGRÂNCIA 
Se no rótulo da embalagem constar apenas "fragrância" é duvidoso, pois pode não ser controlado por nenhum orgão especializado, mas se for extraída a partir de óleos naturais será o ideal.

 

4. TRICLOSAN
Antibacteriano e antifúngico que atua como conservante.

 

 

Os produtos que são livres destes químicos costumam ser fáceis de identificar pois anunciam “sem parabenos nem sulfatos. Embora o ideal será estar atento e verificar. No caso dos parabenos podem vir com nomes como Metil, Propil, Butil, Etilparabeno ou até “Alkyl parahydroxy benzoates”, já os sulfatos são os primeiros ingredientes a serem listados.

Algumas marcas utilizam o termo "sem sal", o que não significa que o champô tem ou não sulfatos, mas sim à ausência de cloreto de sódio.

Caso o champô tenha nos ingredientes estas substâncias, não pode ser considerado sulfate free:

 

- Sodium Lauryl Sulfate (SLS )
- Sodium Laureth Sulfate (SLES )
- Sodium Myreth Sulfate
- Sodium Myristyl Sulfate
- Ammonium Lauryl Sulfate (ALS )
- Ammonium Lauryl Ether Sulfate (ALES )
- Sodium Coco Sulfate

 

São cada vez mais as marcas que nos oferecem opções naturais e biológicas. Desde a maquilhagem até às gamas para o corpo, cabelo e higiene oral apresentam ingredientes ativos como a alfazema, óleo de argão, óleo de coco virgem, baba de caracol, mel e azeite virgem. Podemos enveredar pela tarefa árdua de estarmos atentos aos rótulos nos supermercados, ou antes recorrermos a comércios especializados em produtos naturais que nos facilitam esta tarefa e nos oferecem gamas naturais como esta da imagem.

 

 

 

"O nosso corpo está tão poluído como o planeta"

 

 

 

O desodorizante perfeito

IMG_0790.JPG

 

 

Hoje quero dar-vos a conhecer mais uma das descobertas desta minha caminhada para um estilo de vida mais preocupado com o ambiente, com os seres que nele habitam e com o meu corpinho, afinal de contas quero o melhor para ele, viver o mais tempo possível e com a melhor qualidade.

 

Nesta onda de pesquisas e visitas a espaços de venda de produtos naturais, descobri este desodorizante mineral anticéptico.

 

É composto por uma pedra hume com um poder alcalino, elimina as bactérias que são as responsáveis pelos odores permitindo a natural transpiração sem odores corporais. 

Uma das grandes vantagens deste produto é o facto de não fazer mal à saúde, pode ser usado por pessoas alérgicas ou hipersensíveis, visto que permite a pele respirar, não sendo absorvido pela derme. 

 

É elaborado com minerais naturais cristalizados,  incolor,  não mancha e não contém álcool. Não bloqueia os poros,  não contém parabenos, sem químicos e tóxicos, como a maioria dos desodorizantes que contém cloreto de alumínio, podendo causar irritações, alergias e talvez até outras doenças como o cancro da mama.

 

A exposição ao alumínio de longo prazo está associada também ao risco da doença de Alzheimer. O alumínio aplicado sobre a pele pode alcançar níveis tóxicos, por exemplo através do desodorizante, que é um produto que usamos diariamente. 

 

Uso normalmente após o duche,  com a pele húmida, ou basta humedecer a pedra do desodorizante e depois é só enxaguar o produto e guardar.

  

O impacto ambiental no fabrico é baixo, para além de ser aprovado pela Vegan Society e pela BUAV, não testa, nem possui ingredientes de origem animal.

 

Para além de tudo isto é super económico, podendo durar cerca de um ano.

É possível encontrar em lojas de produtos naturais, desta marca ou de outras e até mesmo nas típicas feirinhas medievais já existem à venda.

 

E vocês, já conheciam esta pequena relíquia?

 

 

 

crystaldeo.jpg

 

 

 

 

 

Da bela da posta à mirandesa à erva de lameiro

cruelty-free.jpg

 

 

Desde que há cerca de dois anos comecei a interessar-me pelo vegetarianismo e veganismo, numa vertente alimentar pensava eu, até me deparar com um ciclo vicioso que abrangia todas as ações do meu dia-a-dia.

É realmente uma filosofia de vida, uma comunhão com a natureza e com todos os outros seres que nela habitam. Dei por mim a não dar um passo sem pensar nas questões ambientais e no sofrimento dos animais, no que comia, no que vestia, nos utensílios que usava, até a porcaria da escova de dentes era derivada de animais... É realmente traumático, mais vale ser ignorante! 

 

Este bichinho apareceu através do contacto com amigos veganos e vegetarianos, os livros também são culpados, nomeadamente o Poder Sem Limites do Tony Robbins e como se não basta-se fui cuscar o documentário Cowspiracy o que foi o fim da picada.

 

Mudei completamente a alimentação e fui do 8 ao 300, tirando todos os componentes de origem animal e foi uma fase onde realmente te sentes um alien: "bates-te com a cabeça?", "tira fotos a tudo o que comes, para podermos ter provas do que morreste", "não tens pena da plantas também?", "estas a perder a cor", "temos bifanas, mas se quiseres também há muita erva de lameiro lá fora"...

 

Foi realmente uma fase onde fui acarinhada por todos e mais alguns e onde o simples facto de tomar o pequeno almoço fora se torna um verdadeiro desafio, esquece a torrada com manteiga e a meia de leite, o bolinho de arroz ou a bela da tosta mista. Houve também aqueles episódios e gente que tentou ser querida e me ligaram quando estavam em frente à montra do take-away: "tem filetes de pescada comes, não comes? Não comes... e bacalhau? Olha tem também salmão" :P

 

Com esta mudança radical, lá se foram uns quilinhos à vida e o que é certo é que me senti bastante bem, em harmonia com a vida, mais responsável e bem-disposta. Conheci gente nova e interessante, fui a convívios vegetarianos, workshops, encontrei produtos naturais para saúde, alternativas de cosmética, visitei novos restaurantes e descobri um leque de sabores, ingredientes e temperos.

 

Ao mudar de emprego tive de repensar os meus novos hábitos, pois deixei de ter tempo para pesquisar sobre nutrição e receitas, não conseguia preparar as minhas refeições, tinha de me contentar com o que os restaurantes me podiam oferecer, salada de alface e tomate, que tanta vez me sujeitei. A rainha lá de casa, apesar de esforçada e com muito boa vontade não tinha conhecimento deste tipo de alimentação, conjugado com a minha falta de disponibilidade decidi voltar a implementar derivados e peixe na alimentação para não descompensar nutricionalmente.

 

Para felicidade de muitos, deixei de ser tão rígida no que se refere à ingestão de carne, embora ainda a restrinja em casa, mas em ocasiões especiais de convívio abro exceções para não ser o empecilho.

Fiquei feliz por conseguir pelo menos levar umas mentes mais teimosas a experimentar novos sabores e a respeitarem um bocadinho mais a minha decisão. Pena que não hajam grandes opções para alimentação vegana na restauração, nas antinas e que a mentalidade ainda esteja muito aquem do esperado.

 

Foi de facto uma experiência muito enriquecedora, numa onda muito natural que espero agora voltar a dedicar-me mais, pelo menos no que toca à alimentação, cuidados de saúde e beleza. 

Vou partilhando alguns posts sobre o tema e espero que partilhem comigo as vossas experiências nesta onda de Cruelty Free.

 

 

10268616_1332837693400004_3680219304459750881_n.jp

 

 

 

 

Mais sobre a coelha

foto do autor

Pub

Parceiros

lista de parceiros

Vasculhar

 

Correio

Instagram

Facebook

Bloglovin

Follow

Baú

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D