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As pegadas da coelha

"Transforma-te na tua melhor versão"

Love, Coffee and Magic #pararparasentir

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O nosso segundo Love, Coffee and Magic foi no Meet Parque da cidade do Porto espaço fofinho e acolhedor num dia chuvoso de inverno, numa comunhão com a natureza, com direito a receção e miminhos do gato da casa chamado Meet, para não falar nas natas quentinhas acabadinhas de sair do forno.

 

 

 

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Este encontro aconchegante levou-nos naturalmente a um tema de conversa que tem vindo a fervilhar nos nossos pensamentos e que queremos partilha-lo convosco. Tem feito cada vez mais sentido para nós, assim como pretendemos coloca-lo sistematicamente em prática nas nossas vidas. Estamos a falar de encontrarmos momentos no nosso dia-a-dia onde possamos parar apenas para sentir, ou simplesmente nos permitir refletir sobre o que estamos a fazer naquele instante.

Sabem aquela expressão de estar ali de corpo e alma? É isso!

 

O chamado modo piloto automático que toma conta de nós constantemente, tarefa após tarefa, dia após dia, ano após ano, sem que tenhamos muitas vezes esta consciência de que não estamos presentes na maioria das ações do nosso quotidiano. Apesar de permanecermos ali de corpo, o nosso pensamento voa para as coisas rotineiras que temos de realizar à posteriori ou então estamos presos nos acontecimentos do passado, as compras que temos de realizar no fim do trabalho, a vida que queríamos ter, a discussão com a namorada, a reunião que não correu bem...

Vivemos muitas vezes alienados da realidade sem uma consciencialização plena, do corpo e dos diferentes sentidos. Já repararam por exemplo na forma como caminham, como pousam os vossos pés, que movimentos fazem, como se comportam os vossos joelhos, a vossa anca os vossos braços, a vossa coluna?

Falamos em caminhar mas há tantos e tantos outros exemplos simples como:

 

 

  • apreciar uma refeição na sua plenitude, sem estar distraído com televisão e telemóveis;
  • tomar banho e sentir as gotas a caírem sobre a pele, sem voar no pensamento para longe desse momento;
  • esperar na fila de transito e aproveitar esse momento para estarmos a sós connosco mesmos;
  • observarmos as pessoas que todos os dias ao nosso lado (por exemplo no nosso trabalho e que naquele dia tem um penteado diferente, estão mais depressivos...);
  • prestarmos atenção ao meio ambiente, ao que esta ao redor...

 

 

O que nos acontece com a correria do quotidiano é que não retemos a informação, deixamo-la passar despercebida, não apreciamos ou não a usamos para fazer algo de diferente/com valor. 

 

O nosso cérebro, é enganador, esta programado para nos colocar neste modo de piloto automático para salvar a energia, para nos poupar. Por outro lado, o medo que temos de nos revelarmos ao outro, transporta-nos para este estado, para nos protegermos. Se estivermos presentes, se dissermos o que somos, o que sentimos, estamos expostos e por vezes não queremos essa vulnerabilidade.

 

É importante fazermos este exercício da tomada de auto-consciência, pois tudo o que fazemos com este conhecimento será com mais qualidade, seja no cozinhar, no exercício físico, no trabalho, no contacto com as pessoas.... O treino desta observação do aqui e agora vai permitir que coloquemos mais de nós em tudo aquilo que fazemos e para isso é necessário termos consciência de tudo aquilo que nos distrai (telemóveis, televisão, redes sociais...). Não nos permitimos estar no minuto do agora, andamos sempre preocupados com o instante seguinte e com as várias tarefas a desempenhar. Vamos deixar que seja feita uma coisa de cada vez, permitirmo-nos apreciar cada pedacinho de tempo, cada tarefa, desfrutar do presente. Cada momento é único, mesmo que eventualmente se repita de forma semelhante, será sempre diferente e a oportunidade de usufruir do presente é apenas uma. Tão bom usufruir em toda a sua plenitude a maravilha de estarmos vivos! 

O desafio que lançamos é o de vivermos uma vida no presente, com a gratidão.

 

Vamos tirar o pé do acelerador!

 

Nesta nossa partilha sobre o tema, surgiu a referência ao filme Demolição que vos aconselhamos a ver e que mostra exatamente as consequências de viver uma vida focada nas rotinas diárias, deixando de lado a essência da vida.

 

Se eventualmente este tema vos despertou interesse, queremos deixar-vos outras dicas para que possam aprofundar de um ponto de vista mais teórico. A pesquisa realizada pelo Coach americano Richard Leider, que perguntava às pessoas com mais de 65 anos de idade o que fariam elas de diferente se pudessem viver novamente as suas vidas. A principal resposta foi unânime entre todos os participantes de diferentes países, justamente a que acabamos de discutir: parar para refletir!


O movimento slow, é também uma referência que vale a pena conferir. A ideia deste conceito é revolucionar o seu estilo de vida, focando-nos em mais qualidade e não apenas na quantidade.

 

O exercício que vos propomos a fazer como trabalho de casa é o de todos os dias (no final do mesmo) se questionem e respondam à seguinte questão:

 

 

Quanto eu estive presente hoje em tudo o que eu fiz?

 

 

Gostaríamos muito de obter o vosso feedback, de ouvir as vossas experiências, assim como trocarmos ideias e dicas sobre este tema que certamente toca a todos de alguma forma. Aguardamos pelos vossos comentários e depedimo-nos com um xi quentinho nos vossos ♥ ♥ ♥ 

 

 

 

 

*O love♥, coffee and magic é um espaço fofinho, quentinho, confortável, onde pudemos sentir-nos aconchegados e compreendidos. É um projeto do blogue As pegadas da coelha em parceria com a Proposital Coaching.

 

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Love, Coffee and Magic, o começo.

 

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E cá estamos nós, reunidas no nosso primeiro café super produtivo, que deu origem ao Love, Coffee and Magic.

Mas afinal o que vem a ser isto?

Digamos que é um cantinho fofinho, como foi adiantado no post anterior, que pretende proporcionar um quentinho aos nossos/vossos corações.

 

Quero apresentar-vos a Stephanie, que é coach focada em metodologias de auto-conhecimento e auto-desenvolvimento mentora do projeto Proposital Coaching que auxilia todos os que querem construir uma vida e/ou carreira com mais propósito.

A Steph, carinhosamente como lhe chamamos, considera que as respostas já estão dentro de nós e que o importante é refletir para as reconhecer e transformar em ação. É fundamental que haja este conhecimento, mas nada disto vale se não construirmos algo de valor com esta introspeção.

 

Foi através destes pontos em comum, o fascínio pela mudança, o potenciarmos o melhor de nós e procurarmos aquilo que nos faz sentir realizados que estabelecemos esta união construtiva que nos permitirá parar para refletir sobre questões como estas, que nos acrescentará mais enquanto pessoas e que esperamos que possa também enriquecer um bocadinho dos vossos dias com as nossas partilhas.

 

As nossas reuniões construtivas irão ter sede pelos cafés Portuenses, pelo menos até Dezembro, data em que a Steph regressa ao Brasil por uns meses, enquanto mantemos contacto pelo Skype e onde certamente nos fará invejar o calor de São Paulo.

 

Dizem que quando estamos em harmonia com o universo, ele conspira a nosso favor, talvez por isso tudo na minha vida se está a encaminhar para melhor, tudo o que preciso vem ter comigo facilmente e sem esforço, tenho os recursos necessários para ser feliz aqui e agora, assim como cada vez mais estou rodeada de pessoas fantásticas, das pessoas certas.

Deixo agora fluir a vida, deixo acontecer naturalmente (como diz a música) e quero partilhar toda esta aprendizagem profunda do Eu convosco.

 

Quero aproveitar para agradecer de coração à Stephanie por estar comigo neste projeto, pelas partilhas e por contribuir ela também para o meu processo evolutivo. 

 

Até ao próximo café mágico!

 

 

 

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Sete mentiras para o sucesso

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Sucesso, quem nunca o desejou? Mas será que sabemos qual o caminho a tomar para o alcançar?

Adelino Cunha, fundador da I Have the Power, com quem tive o prazer de aprender um pouco mais sobre PNL e Coaching tem uma visão muito clara sobre o sucesso. A forma como compreendemos e o que fazemos em relação ao que nos acontece é o que faz a diferença, pois as coisas não mudam, mas nós mudamos...

Parece díficil e não é fácil, mas para atingirmos o dito sucesso, tudo o que temos de fazer é :

 

1.º Decidirmos o que queremos;

2.º Decidirmos o preço que estamos dispostos a pagar;

3.º Pagarmos esse preço.

 

 

Existem mecanismos para chegar até este sucesso, mecanismos estes que envolvem:

 

  • Paixão♥,
  • Crença "quer acreditemos ou não, temos sempre razão",
  • Energia,
  • Poder de estabelecer laços,
  • Estratégia,
  • Clareza de valores,
  • Domínio da comunicação.

 

 

Para além destes mecanismos devemos considerar as mentiras para nos levar a este sucesso:

 

 

1.º Tudo acontece por uma determinada razão e com um propósito 

 

 

2.º Não há fracasso, há apenas resultados. "As nossas dúvidas traem-nos e fazem-nos perder o bom que frequentemente poderiamos conquistar por recusarmos tentar."

 

O que é que ousariamos fazer se soubessemos que não poderiamos falhar?

Se aprendemos através dos erros, porque não partir dos erros dos outros?

 

 

3.º Assumir a responsabilidade do que quer que aconteça. É uma importante via para avaliar o poder e matoridade da pessoa. "Eu sou responsável, eu resolvo o assunto"

 

 

4.º Não é necessário entender tudo para se ser capaz de utilizar tudo

 

 

5.º As pessoas são o seu maior recurso

 

 

6.º Trabalho é diversão

 

 

7.º Não há sucesso duradouro sem empenho, É necessário perseguir sem parar um objetivo, fazer o que for precisso.

Depois de o alcançar, ele próprio deixa pistas.

 

 

Não temos falta de recursos, são inesgotáveis, temos antes falta de controlo sobre esses recursos e esta tomada de consciência pode ser a chave para esta reviravolta nas nossas vidas.

 

A mente mente

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Sabem quando vos apetece muito ir a um sitio ou fazer determinada coisa? Este ano aconteceu comigo, no Human Fest no Porto.

Tive a oportunidade de assistir a algumas palestras e de entre elas destacou-se "A MENTE MENTE" e onde acabei por deixar de comparecer às restantes para ficar ali, para além da hora a ouvir aquela doçura, loirinha de olho azul chamada Nádia Lima.

 

Não consegui sair sem comprar o seu livro, pedir-lhe um autógrafo com a mensagem pessoal que gentilmente ela se predispôs a escrever finalizada com aquele abraço.

 

Eu realmente senti-me atraída para este evento, coincidência ou não estou inteiramente grata por poder conhecer esta psicóloga life & mental coach que na minha opinião seria antes intitulada "Doutora dos corações".

 

A Nádia, consegue com aquele jeitinho delicado chegar aos nossos corações, apelar à nossa consciência e despertar a nossa atenção para as atitudes que temos numa sacudidela subtil ao nosso ego que está preenchido de medos enganadores, que nos fazer ver e fazer as coisas de outra forma e não como elas são.

 

Talvez nesta fase da minha vida, mais do que nunca tenha feito sentido ouvi-la e ler as suas palavras. Como ela própria nos diz, depois de aprendermos esta consciência, de compreendermos, não dá mais para sermos como antes, nasce uma nova forma de pensamento.

 

Pensamentos criam realidades e nós não somos vítimas de ninguém, a não se de nós mesmos. Por isso às vezes repetimos as mesmas situações nas nossas vidas, precisamos retirar dali uma mensagem, precisamos de uns abanões da vida para largarmos.

 

 

"Não é o que acontece que nos define, mas sim aquilo que fazemos com o que nos acontece."

 

 

A autora fala-nos também sobre a importância da nossa vida e de sermos verdadeiros com aquilo que queremos para nós, sem que constantemente nos anulemos para agradar o outro, fazermos o que o outro quer destruindo os nossos sonhos e a nossa felicidade.

 

Este livro é um convite a nos conhecermos melhor e percebermos o propósito da nossa existência. Uma análise ao nosso eu profundo, aos nossos medos, ciúmes, falta de atenção, que nos fazem ter atitudes orientadas por um Ego. As páginas deste livro são uma viagem à compreensão do EU, à aceitação, consciencialização e apelo à mudança de padrões/modos de fazer enraizados que nos prejudicam, teimam a se reproduzir sistematicamente até tomarmos as radias da nossa vida e deixarmos de ser enganados pela nossa própria mente.

 

Colocarmos de lado os medos é a libertação que precisamos para o nosso crescimento e bem estar. Deixarmos de nos sujeitar a menos que aquilo que merecemos.

 

De que vale tentarmos constantemente controlar o que não é controlável?

 

De que vale sujeitarmos o nosso bem estar, a nossa saúde física e psíquica em prol de um relacionamento que nos sufoca, de um trabalho que nos diminui... tudo pelo simples medo de mudar, do desconhecido, de ficar sozinho, de perder a atenção, de não ser aceite pelo outro, das contas para pagar?

 

Estamos a morrer desde o momento em que nascemos e só vivemos uma vez.

 

 

Valerá a importância que damos ao medo?  Valerá perder a vida em prol do medo de arriscar?

 

 

Não conseguimos controlar nada nem ninguém, é ilusório! Não conseguimos prever o futuro mas continuamos a perder a nossa energia a tentar, não deixando a vida fluir e aproveitar cada pedacinho de presente que nos esta a escapar agora. 

 

Se ainda não surgiu o que procuramos, é porque ainda não chegou a hora, relaxem a vossa mente, silenciem as vossas ansiedades. Silenciem também as vossas dores, pois elas só existem quando não há compreensão, sempre que não retiramos a mensagem que estava presente nelas. Tudo o que é feito com medo acarreta uma carga negativa que não permite dar certo.

 

 

 

O sofrimento é uma escolha, STOP à autossabotagem!

 

 

 

A mensagem que a Nádia nos passa é a de destruirmos as barreiras mentais ilusórias que criamos e de que a compreensão traz libertação. 

Devemos caminhar sem esperar nada, sermos autênticos, focar a mente para o pensamento positivo, deixar de procrastinar e fazer por nós tudo aquilo que merecemos que nos aconteça. Começar a mudar o mundo por nós mesmos!

 

Por apego e medo vivemos coisas que não são para nós, precisamos deixar de lado a vítimização, assumir a responsabilidade pela nossa vida e recomeçar. Perdoar-me e perdoar o outro para nos libertarmos a nós mesmos. Deixar tudo aquilo que não nos faz bem, que nos provoca sofrimento e nos tira a força. Vamos fazê-lo por amor a nós e porque a vida está a passar... 

 

 

Viver é uma opção sem garantias.

 

 

A história da nossa vida somos nós que escrevemos, somos aquilo que fazemos connosco e somos um ser do universo: livres!

Sempre que haja vontade e sempre que for preciso: mudemos!

Façamos por nós, permitamo-nos caminhar em amor e o amor não dói, se dói não é amor.

 

 

Obrigada Nádia por me ajudares a crescer mais ainda enquanto pessoa.