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As pegadas da coelha

"Transforma-te na tua melhor versão"

Já lá vão três anos

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Não podia deixar passar em branco, aquela que há três anos foi das experiências mais fantásticas que tive e que até hoje deixou o bichinho pelos motores.

 

Pelos vistos não havia nenhuma alma corajosa que entrasse no carro com a Ariana Pinto (brincadeirinha) e por isso foi num ato de loucura que decidi aceitar o convite da menina do enduro para navegar. Assim, do nada, tínhamos duas malucas pelas estradas de Guimarães a viver a adrenalina do rali do lado de dentro da competição. 

 

Treinos muito poucos, para não dizer quase nenhuns e foi este trabalho árduo que nos valeu duas subidas ao pódio eheheheh

As condições atmosféricas não foram as melhores, logo nas primeiras curvas vimos os nosso colegas da FastBravo despistarem-se, assim como outros participantes o que nos deixou mais alerta enquanto principiantes. Foi um dia repleto de emoções, de ansiedades e nervoso miudinho, acidentes e incidentes que me fizeram refletir sobre o quanto, o fervor da competição pode na cabeça de alguns competidores, passar por cima de qualquer vida.

 

Lamentações à parte, foi espetacular pelo espírito, pela equipa, pela experiência em si e pelas pessoas que conheci que até hoje estão dentro do meu ♥.

Obrigada Ariana, Jorge Pinto e Valter Cardoso.

 

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Rali de Portugal, contagem decrescente...

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Está a chegar o tão esperado momento no norte do país e eu já estou aos saltinhos de ansiedade pelos próximos dias 19 a 22 de Maio. Não deu mesmo para aguentar sem ir cuscar os treinos que antecipam o WRC.

Como quem tem amigos tem tudo, lá fomos lá explorar os trilhos da serra de Fafe para que nos verdadeiros dias não falte a melhor vista, o melhor posicionamento.

Os preparativos estão já a ser ultimados e estou a falar das grades das minis, dos rissois e da chouriça. Fome e sede também não passaríamos, pois cá no Norte há sempre comunidades com espírito raliseiro (os bons entendedores sabem do que falo) prontas a partilhar.

 

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Muitos nunca perceberão como é que ficar coberto de pó e terra, respirar o fumo dos carros debaixo de um sol abrasor e ainda assim poder ficar-se feliz e satisfeito. De mochila às costas, máquina de registo de imagens em punho e cervejinha, é a festa do rali. É pelo convívio, pelas asneiradas, pela interação com as gentes simples das montanhas e pela paixão pelos motores que nos move.

 

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Dia 19 lá estaremos no Kartódromo de Baltar Paredes para o shakedown e no período da tarde na pista da Costilha em Lousada. No dia seguinte em Ponte de Lima, Caminha, Viana do Castelo e ao fim da tarde na Street Stage na cidade Invicta. O dia 21 será possível ver as estrelas a percorrer as montanhas de Baião, Marão e Amarante. Já no último dia teremos oprtunidade de seguir o rali em Fafe, Vieira do Minho, terminando no pódio em Matosinhos. Nós já estamos prontos para explorar os caminhos de Portugal.

O Norte está de olhos postos no wrc, pronto para bem-receber os pilotos estrangeiros e abraçar os nossos tugas. Vamos a isso!

 

 

 

 

 

 

Algures entre as dunas e as tripas

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Ouvi dizer que domingo finalmente temos sol? 


No dia em que temos as cores da bandeira a fervilhar de emoção, entre a esperança e o sangue derramado eu cá prefiro as fotossínteses e por isso, nada melhor do que programar um passeio por areias ainda não pisadas pela coelha. O destino foi a Reserva Natural de São Jacinto.

 

Final da manhã, lá partimos em direção a Ovar, num dia realmente merecedor de belas vista e como eu me transformo em diva na hora em que o estômago começa a roncar de fome, começamos pela parte mais interessante que é a da degustação. Soberbas gambas com molho de laranja, acompanhada de vistas magnificas e temperaturas de Verão.

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Eu até passaria a publicidade deste local não fosse o atendimento, que não deixou vontade de lá voltar.

Aquele cenário: eu em modo DIVA, cheiiiiaaaaa da fooommmmeeee, a esperar por uns greiros de pão na mesa interagindo com funcionários que emitem toda uma frequência de felicidade e boa disposição para os clientes, que até a múmia de Tutankamon era bem capaz de ser mais expressiva.

 

Como eu prefiro dar valor aos pormenores que me acrescentam valor, barriguinha cheia, vamos por pés ao caminho para as visitar as dunas de S. Jacinto. O percurso desde a entrada da reserva transpira naturalidade, a começar pelos buracos por todo lado semelhantes às estradas da minha cidade natal.

Todo aquele cenário romântico criado na mente de uma criatura do signo de caranguejo: dia de sol, vamos almoçar à beira rio, passear pela natureza, lindos e fofos... 

Aquele percurso agita digestões, cruzou-se com uma paisagem fantástica de areia branca com dunas de ambos os lados, que nos despertou a veia de exploradores e o resultado foi este da imagem que se segue.

 

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Não fosse a gentileza de um casal que se ofereceu para nos rebocar, até hoje ainda lá estavamos a vestir a pele de um piloto de Dakar, na esperança de que com aquele super macaco nos salvasse da morte no deserto.

 

Posto isto, o tempo urge e já só houve tempo para algumas fotos nas dunas antes do jogo do Glorioso, pois no amor há destas coisas, respeitar os gostos do outro :P

Pagamos 11.50€ pelas duas tostas mistas maravilhosas, prensadas numa máquina própria (como dizia o dono do tasquinho à beira rio plantado) e dois sumos. Tostas estas que não passavam de duas sandes comuns de pão de forma prensadas, mas ali aprendi o verdadeiro poder do marketing.

Fim do jogo e o Vela Areinho, bar e restaurante à beira rio plantado já se encontrava fechado, pois com muita pena minha não pude tirar fotos paro vos mostrar aquele espaço fantástico assim como a envolvência da natureza que desperta os sentidos.

 

E, já que estávamos ali assim tão pertinho (nada que eu já não andasse a babar), lá fomos dar um saltinho a Aveiro ao  Tê Zero comer aquelas tripas maravilhosas com tudo e tudo e tudo....

 

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Esta é a melhor combinação do mundo: ovos moles, morangos e vinho do porto. Nhammmmmmm

Para fazer coisas boas destas, tinha de ser um homem de Penafiel!

Lá consegui satisfazer a gula, mesmo que quase impedida pela frente de benfiquistas que ocupavam o centro de Aveiro nas comemorações enlouquecidas da tri.

A peregrinação anual ao Tê Zero foi cumprida, para o ano há mais, ou até, cheira-me que mais cedo! :P

 

 

CRU - Maus Hábitos

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"Já não podes apagar o passado que está escrito, mas podes escrever o futuro que imaginas, tu podes tentar criar o cenário que defines, mas tens mesmo de crer...."

 

A convite daquela que considero uma amiga do coração e convínhamos que são muitoooo poucas, falo da autora do blog  pimenta na língua, não podia faltar à estreia dos CRU (na sua cidade natal) num espaço com tamanha personalidade, que a meu ver se encaixou como uma luva para esta primeira apresentação na invicta e estou a falar dos Maus Hábitos.

 

"Crua, mas refinada, subtil, mas avassaladora, metafórica, mas honesta, a música dos CRU é uma homenagem quase paradoxal à transpiração: a deles e a dos ouvintes."

Só por este pequeno excerto dá para perceber que é uma banda com uma identidade muito própria e este concerto foi uma viagem pelas terras do subconsciente, dei por mim a mergulhar nas letras e a nadar em reflexões, sinal que esta banda provocou reboliço cá dentro. Motivo para dizer, este bando dá-te asas!

 

André Hollanda na bateria (baterista dos Zen, fez parte dos Demitidos, banda de Jorge Palma) Nuno Carneiro na voz (Ace dos Mind da Gap), Pedro Santos no baixo (baixista na banda de Miguel Araújo) e Sérgio Freitas nas teclas (teclista dos Zany Dislexic Band, tocou também nos We Trust).

 

Experimentem saborear as músicas ou mesmo assistir a um dos concertos, que vão desde as baladas ao tira o pé do chão e se tiverem oportunidade ainda para pedirem um autógrafo, vale mesmo a pena conhecer estas personagens ;)

 

CRU -Tens mesmo de crer

 

 

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14 de Maio 2016

Maus Hábitos

 

Independence Day

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Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida, é a frase que me ocorre depois de um ciclo que encerra.

Este blogue é a afirmação deste grito de guerra e da vontade de continuar lambuzar o que de melhor podemos extrair da nossa existência.

O sol voltou a brilhar... aqui, sentada diante do mesmo mar das grandes decisões num absorver de tranquilidade e inspiração. É a Primavera finalmente a chegar e desta vez que seja para ficar pelo menos até ao próximo ciclo, pois é assim mesmo que a vida é feita. O caminho até aqui foi sempre só um, o de seguir em frente, não é possível andar no sentido inverso, a não ser que sejas um caranguejo (como é o caso) e gostes de tornar tudo mais complexo, até tem outro sabor. 

Gandhi dizia que cada pessoa tem a sua caminhada própria e neste percurso é tão bom o sentimento quando fazemos e somos o melhor que pudemos. O resultado virá na proporção do nosso esforço e no sentido para onde alinhamos as velas. 

Se há algo de fascinante no nosso percurso, mesmo que do avesso, são as reflexões e as partilhas que podemos retirar dele a cada passo que dá-mos. Mais interessante ainda é a capacidade de estudarmos todo o trilho da montanha e a escalarmos. Olhando agora do cume, tudo não passa de umas sapatilhas com lama e pó, que amanhã a água tratará de lavar e estarão prontas para a próxima aventura e eu, só estou com mais umas gramas de massa muscular. 

Qual o preço que estamos dispostos a pagar pela nossa liberdade? Será mais alto do que viver ao sabor do que o outro tem para nos oferecer, ou navegar ao sabor da maré?

A caminhada só termina no túmulo, ou não... esta vida é tãooo curta que realmente certos dramas não valem a cena.

Sexta-feira 13 de Maio, dia do azar ou dos milagres.... pois o meu foi mesmo do milagre da independência e da liberdade mas em Matosinhos e não há aviões lá atrás.

I´am back!!! Como diria o grande Jorge Sequeira, vamos lá comportar-nos como um cavalo na parada que desfila, caga e ainda é aplaudido.


Quem vem desfilar comigo? ;)

Independence Day

 

 

Em Vagas

Quem é a coelha

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A 22 de Julho do sétimo ano da década de oitenta nasce o ramo de Vilar, assim chamada pela avó Balbina, a coelha matriarca.

 

Saí da toca com irreverência subtil para explorar e apreciar as maravilhas da vida. Do serviço social à moda e beleza, da música erudita ao funaná, da leitura ao rali, do aconchego da poltrona ao trail run, da bela da mariscada às papas de aveia...eu sou assim, rapariga simples, de manga arregaçada, gostos complexos, apaixonada pelas pequenas coisas da vida e rodeada por gente de boas energias.

 

Convite lançado para seguirem as pegadas desta coelha na expectativa de vos contagiar neste lambuzar da vida por terras do Vale do Sousa e mais além...

Não importa o tempo que faz lá fora se o sol está dentro de nós!

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