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As pegadas da coelha

"Transforma-te na tua melhor versão"

Viagem medieval, outra vez arroz?

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A romaria anual a Santa Maria já vai longa, não conseguimos passar o ano sem por os pés na terra da Chamoa (a outra do Afonso Henriques). Deve ser pela melodia hipnótica das charamelas (buéééeeééééééé), é que aquilo entranha-se no tímpano de tal forma que parece uma lavagem cerebral e o pior é que despoleta no corpinho sensações estranhíssimas, tipo aquela vontade de botar abaixo a sangria de morango no calor tórrido de Agosto e lá vamos nós tipo walking dead, em modo zombie, em direção à barraquinha de sempre.

 

Sim, porque só lá vamos para ouvir o ganso grunhir (charamela) e não para beber o licor típico da terriola (Chamoa), comer o belo do crepe tradicional (com aveia e trigo) de doce de leite e frutos vermelhos, os frutos secos caramelizados, o pãozinho com porco no espeto da Associação para o Prazer de Viver, mas só quem não tem esse prazer foi o animal.

 

 

 

 

 

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Por cá a malta até nem liga muito para comida, só para a música mesmo. Mentirinha, o controlo da gula fica para outro dia, nesta festança é para sair a rebolar de tanta porcaria que se come e bebe, mas como diz sempre o típico tuga em cada tainada “é só uma vez na vida, não faz mal nenhum". 

 

 

 

 

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Pessoalmente adoro todo o cenário que se vive por lá, passar a tarde a assistir ao espetáculos de rua, negociar nas barraquinhas dos marroquinos, beber o chá Berbere, comprar o desodorizante de pedra mineral, o sabonete de argila para a borbulhinhas, as pedrinhas de perfumar o lar dos espanhóis e ver as grandiosas encenações junto ao riacho sentadinhos a lambuzar-nos com a maçã caramelizada fazendo figuras de urso a tentar tirar uma selfie sexy.

Para não falar na típica saga anual do coelho mais novo em tentar sacar o último pedaço de morango da sangria, que por alma de sei lá quem fica sempre colado no fundo do copo do rapaz.

 

 

 

 

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Este ano não foi possível enfrentar novamente a fobia parva de pegar nos passarecos que por lá andam em exposição, por algum motivo deixaram de permitir ao público pegar nos mochinhos, corujas e águias reais.

 

É outra vez mais do mesmo, mas todos os anos voltamos lá e toda a organização está de parabéns por melhorar de ano para ano as condições e a qualidade dos espetáculos. Gostei muito também foi do aumento do preço dos bilhetes de entrada (emoji fúria).

 

 

 

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Este ano o tema foi o reinado de D. Dinis e os cenários estão cada vez mais apetrechados, os espetáculos mais pomposos e a narração mais emocionante, quase que rola uma lágrima no canto do olho.

 

Para o ano haverá mais guerras, sarracenos, reis e rainhas, bobos, plebe, danças árabes e mais charamelas (buéééééééééééééééééé).

 

 

 

 

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