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As pegadas da coelha

"Transforma-te na tua melhor versão"

O nosso corpo é o inconsciente visível

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Psicoterapia Corporal, o que vem a ser isto?

Por mera curiosidade, tive a oportunidade de frequentar um workshop  sobre este tema, o qual me deixou o bichinho para explorar um bocadinho mais sobre esta terapia, sobre a forma como as nossas vivências ficam impressas na nossa mente e são transportas para o corpo.

 

Wilherm Reich, discípulo de Freud apercebeu-se que o ser humano é como uma unidade psicossomática, onde o corpo e a mente são um sistema integrado e o reflexo um do outro. O corpo é o espelho das nossas emoções e o contrário também se verifica.

 

 

 O corpo, palco das emoções

 

 

 

Reich diz-nos que as repressões e angústias sofridas por nós ao longo da nossa vida se refletem no plano psicológico mas também no corpo traduzindo-se num enrijecer dos músculos e num processo conhecido por encouraçamento.

 

 
A couraça, que é constituída para reprimir emoções, acumula este fluxo de energia, surgindo assim as regiões com déficit de energia, bloqueios hipo-orgonóticos) e regiões com êxtase energética, (bloqueios hiper-orgonóticos).
 
 
Este encouraçamento pode ter início precocemente, mesmo na vida intra-uterina, podendo depois ser reforçado por exemplo por eventos traumáticos durante a infância (mesmo os aparentemente mais simples), o relacionamento com os nossos pais, pessoas próximas, grupo de pares, até aos dias de hoje.

 

 

 

Somos manifestações de uma energia, que tomou forma, que se condensou num corpo.

 

 

 

Quando na vida perdemos o sentido de ser, de existir, como quando ocorrem os rompimentos afetivos, a saída de um emprego, um acidente, a morte de um ente querido, aí deveriam entrar em ação os nossos traços de caráter, que são fundamentais para nos ensinar a lidar com cada situação da vida, seja ela qual for.

 

É preciso tomarmos consciência dos nossos bloqueios, das nossas couraças, ter em conta os nossos traços de carácter, como funcionamos em cada situação da vida, para adotarmos traços mais saudáveis, impedindo que novos bloqueios se formem para podermos ter uma vida mais saudável tanto no aspecto físico quanto emocional.

 

 

 

O meu corpo é o meu comportamento, o que penso, o que realizo...

 

 

 

Na psicoterapia corporal trata-se este sofrimento emocional e considera-se o corpo e mente como uma unidade que deve ser tratada em consonância uma vez que nossas emoções se expressam ou se retém através do nosso corpo.

Somos ensinados desde cedo a contemos emoções e é esse "guardar" que o bloqueio se dá, quando estas emoções não tem a oportunidade de se expressarem como forma de alívio vão gerar sofrimento emocional. Isto significa que existe um ciclo de carga onde não é realizada a descarga, o movimento fica interrompido e reprimido.

O corpo e a postura têm uma relação íntima com os mecanismos de defesa e com as fases de desenvolvimento emocional (curvatura nas costas, ombros encostados às orelhas, afundamento do peito....). O corpo é um mapa perfeito da psique, é uma expressão do inconsciente, sentimentos/emoções que não puderam ser expressos.

 

 

 

O Eu é antes de mais um Eu corporal. 

 

 

Há uma relação direta entre os traços corporais e o jeito de ser de uma pessoa, tipo de relacionamentos, os seus afetos predominantes, crenças internas, a sensibilidade do seu próprio corpo, imagem corporal, identidade, sexualidade, etc.

  

É interessante verificar como ainda temos aquela criança ativa dentro de nós, que pensávamos nós ter ficado lá no passado. As modalidades relacionais que se estruturaram na infância fazem parte do repertório automático no dia a dia do adulto. Quando reclamamos, estamos a ser boicotandos pelo outro eu que nos habita e que esta profundamente associado com a vida emocional infantil, a criança que há em nós.

 

Na infância o ego é mais frágil, mas com o desenvolvimento natural estes mecanismos defensivos poderiam ter sido atenuados. As couraças são nada mais que mecanismos de proteção necessários para a integridade do ego ou da vida. O corpo adapta-se a estas memórias reprimidas.

Assim a couraça vai construindo um campo de coisas percebidas pela pessoa, organizando valores, um jeito de ser e responder às situações, e principalmente, uma visão de mundo.

Há partes do corpo que sentimos mais, outras menos ou até partes que nem sentimos. Sentindo mais o corpo, sentimos mais a angústia, a dor. 

 

 

No geral as couraças apresentam as seguintes funções:

 

  • Diminuem a vitalidade: respiramos menos, sentimos menos
  • Limitam a mobilidade e a motilidade,agimos e sentimos controlando, dá-se a diminuição e contenção das reações emocionais no corpo.
  • Estruturam o pensamento: crenças internas que reforçam as defesas: “Eu não mereço”, “eu não pertenço a este mundo”, “eu não confio em ti”.
  • Estruturam a percepção: não percebo em mim o que não posso sentir. “Isto não é meu, é dele”; projeção.

 

 

 

 

O nosso corpo é a história viva das nossas emoções e sentimentos.

Ao conhecermos e libertarmos as nossas tensões corporais, conhecemos e libertamos as nossas tensões psíquicas e vice versa. Somos corpo e mente.

 

 

 

O nosso corpo é o mapa que desenha o nosso destino.

Eu traço um destino para mim...

 

 

 

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