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As pegadas da coelha

"Transforma-te na tua melhor versão"

Liberdade de ser! Dicas para um relacionamento feliz

 

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Já deram por vocês a olhar para uma relação não como ela é, mas como vocês gostariam que ela fosse?

 

Arriscaria a perguntar quem não?

 

Cobranças conscientes ou inconscientes, egocentrismos, padrões de conduta enraizados quem não os faz, quem não os tem?

 

O exercício e o desafio que vos proponho começa aqui, em dar a mão à palmatória e admitir, porque só aí com mente aberta é possível de viver a verdadeira consciencialização e transformação.

Este texto é baseado na mensagem da sábia Marcia Baja, que não quis deixar de partilhar convosco.

 

Dizem que viver na ignorância é uma bênção, mas eu cá acho que os juros posteriores a pagar são bem mais elevados. É nesta disposição do auto-conhecimento, do partir de dentro para fora, de nós para o outro, na análise do nosso mundo interno, na busca da ponta do nosso icebergue submerso que só nós, no nosso mais íntimo conseguimos alcançar, que começa o caminho para a lucidez.

 

Caímos tantas vezes na ilusão de que precisamos controlar tudo, até as ações do outro, que precisamos de um acordo, um contrato e que as regras vão ser o suporte dos nossos medos camuflados como a perda, ou o estar sozinho.

 

Pois é, mas seremos nós seres assim tão domesticados ou não seremos antes selvagens?

 

Não há contrato que aguente e a nossa mente vai onde ela quiser, vamos sentir, vamos pensar, mas o que fazemos?  Abafamos tudo isto e ocultamos do outro e estes contratos acabam por ser meras ilusões de auto-controlo, renuncias difíceis e sofrimento.

 

Será mesmo que compensa a rédea curta?

 

Já dei por mim a viver esta fantasia romantizada de criar o "nosso contrato" onde constam os desejos de cada um de nós, as nossas regras negociadas escritas naquele livro fofo com aquela letra trabalhada e aí a relação tomaria um caminho ilusoriamente perfeito. Este livro de acordos, seria na realidade, um livro de aprisionamento do outro, que iria levar-nos a ser o que não somos e a perdermos a nossa espontaneidade

Estes acordos, não passam de meros medos camaleonicos presentes dentro de nós. Em tempos passados as relações foram premeditadas, contratadas, negociadas, ainda hoje o são e será isto uma garantia ou um exemplo de felicidade a retirar-mos para nós?

 

Será que o segredo da felicidade no amor reside na sua materialização?

 

Controlamos ilusoriamente as pessoas para que nos dêem segurança e nos conduzam aonde queremos chegar. 

 

Que tal aceitar o exercício de nos conhecermos melhor e entendermos esta selvajaria interior, esta mente livre, aceita-la e trabalha-la?

 

Este auto-conhecimento chega a ser surpreendente e inicialmente até desconfortável, mas é este estudo de nós mesmos que nos leva a um crescimento interior profundo. 

Agir com a responsabilidade, de não passarmos a vida a tentarmos controlar tudo para sermos felizes, de sermos maduros e libertarmos as pessoas para poderem ser o que elas são e o que poderão ser, isso sim é amar, é uma entrega de coração.

 

Não podemos cobrar que nos amem por 30 ou 40 anos, pode realmente acontecer, mas não esquecer que nós próprios mudamos e as pessoas mudam. 

 

Será racional pensar que tem de ser para a vida quando dois seres podem simplesmente mudar e não se realizarem como casal?

 

Antes de sairmos por aí a impor (mesmo que inconscientemente) os nossos gostos, a nossa forma de ver o mundo, antes de ferirmos o outro precisamos de fazer um trabalho interior, conhecer quem é aquele que vemos todos os dias ao espelho, estarmos em silêncio com nós mesmos, a sós com o amor da nossa vida (nós) e fazer este trabalho de solidão, relaxados, sem que para isso seja necessário o isolamento físico com o mundo.

 

Só vamos ser capazes de dar amor quando libertarmos os outros das nossas manipulações, expectativas, controlos, nossos medos, pois é isso que enterra as relações. Sugamos a vitalidade da relação quando colocamos sobre ela a intensidade das nossas emoções, as nossas necessidades e carências internas.

O que vai potenciar realmente a relação é o espaço e isso é o que nos vai aproximar, esta liberdade consciente

Chega de nos desgastarmos por estarmos constantemente a querer controlar o exterior de acordo com os nossos padrões internos!

 

Não seria melhor vivermos naturalmente recetivos, alegres e amorosos, relaxados, sem tentar controlar tudo? Afinal tudo só fica bem se assim for, do jeito que nós queremos?

 

A  esperança e o medo são dois importantes fatores que afetam qualquer relação e para conseguir perceber tudo isto é necessário analisar estes componentes escondidos na nossa mente nos momentos de "solidão" para nos explorarmos.

As relações tem vindo a ser objetos de satisfação pessoal, temos uma mente chamada de utilitária e é urgente treina-la para voar naquilo que deveria ser o nosso céu.

 

Vemos este controlo também nas relações de trabalho, onde o trabalhador é sujeito às regras do seu posto de trabalho, sujeitando muitas vezes a pessoa a desregular a sua alimentação, o seu sono, o se metabolismo, a sua saúde mental, causamos o sofrimento no outro mas estamos felizes por tê-lo cá a trabalhar connosco.

 

Estamos felizes, mas nem toda gente que nos circunda está feliz ao meu redor e é triste quando não vemos o outro e não entendemos o que é o significado de ser feliz. Deveriamos ter uma felicidade contagiante, não escravizar, prender ou afastar.

A realidade é que nós precisamos do outro e usamos muitas vezes esta mente utilitária, preciso de ti porque me vais dar alguma coisa.

 

Fazemos avaliações:

 

Será que tens tudo o que preciso? Se não tiveres eu vou fazer com que fiques ao meu jeitinho e ficas perfeito!

Ao invés de aceitarmos e amarmos quem temos à nossa frente, avaliamos e isto acontece também do outro para nós. Vamos manipulando os gostos, vamos sendo alvo do mesmo e as nossas ações validadas ou não.

No início, como se costuma dizer por cá "é tudo um mar de rosas", aquele encanto inicial, aquela magia do desconhecido, mas há medida que o relacionamento evolui vai surgindo o apego, vamos cobrando, o orgulho, a competição e a carência desabrocham.

Criamos esta visão dualista de materializar as coisas que são para nós tesouros internos, o carro, a roupa, aquela comida, casa, a pessoa. Fazemos isso até com o amor, no contrato que assinamos, na aliança que colocamos no dedo, na nossa casa, na promessa e é aí que o amor vira objeto.

 

Tornamo-nos perversos quando não nos conhecemos e não vemos no que manipulamos por ingenuidade.

Depois surge a frustração de tentarmos e tentarmos e não conseguimos mudar o outro. "Eu já fiz de tudo, pensava que te podia ensinar"

 

Ignoramos quem somos e fixamo-nos no noso padrão, esquecemo-nos que a natureza do nosso ser não é fixa, é um mar de experiências, manifestações, vivências, educação. Não nos vemos como fluxo, mas somo-lo e a vida também o é.

Pintamos a nossa imagem e esquecemo-nos  de que somos mudança, estamos constantemente a transformarmo-nos quer física quer mentalmente e assumir isto não precisa ser um choque, conhecermo-nos e perceber que mudamos..

 

Não devemos embalsamar as experiências boas, querer que sejam assim para sempre ou idealizar as condições externas e pensarmos que se isso acontecer seremos felizes.

 

O mundo não quer saber dos nossos planos, não vamos conseguir excluir o que não gostamos mas podemos ousar transformar os fenómenos a nosso favor. O que não gostamos hoje, não é definitivo, acontece-nos com tudo na vida, com a comida, com as pessoas, com os objetos...

O segredo é não prendermos,não nos enraizarmos e prendermos a uma experiência ou padrão idealizado. 

 

Temos de ser uma janela aberta, deixar as coisas passam por nós, entendermos que o mundo são muitas coisas, muitas possibilidades, somos multifacetados e esquecer o "eu sou isto" e ponto.

Não agradamos a todos, temos diferentes formas de olhar para a mesma coisa dependendo do nosso mundo interno construído pelo nosso percurso. Devemos aceitar, respeitar esta diversidade sem nos agarrarmos ao medo, tentarmos segurar o que temos cá dentro e o que chega até nós.

De nada vale manter a esperança de que as coisas vão ser de determinada forma, vamos inserir-nos num ciclo vicioso e desgastante de tentarmos controlar e orientar as coisas para sermos felizes.

 

A felicidade não vem de fora!

 

Não se adquire nem vai durar eternamente só porque conseguimos algo externo a nós, mas nós acreditamos nisto, não queremos entender que a felicidade está na fluidez e na abertura.

O "para sempre" soa bem quando algo nos está a fazer bem.

 

O tempo passa, cobramos, culpamos o outro pela infelicidade e responsabilizamo-lo pela nossa felicidade.

 

"Se eu sou a pessoa mais importante na tua vida porque olhas para outras, porque desabafas com os teus amigos, porque não sei desse pormenor da tua vida? Se chegamos até este ponto, chegou a hora das coisas evoluem, existem responsabilidades" 

 

 Entramos na típica roda gigante de cobranças do "tu não eras assim", "pois não, tu fazes de mim assim" e chega ao ponto em que o dialogo não tem mais razão de ser e tudo fica assombrado por recordações, frustrações e não olhamos mais para as pessoas, mas sim para as memórias.

 

Está na hora de assumir o cansaço de parar de mendigar  e sentir estas frustrações. Chega de nos responsabilizarmos, de nos culparmos e de fazer o mesmo com outra pessoa por aquilo que idealizamos que acontecesse.

 

Parece-vos leve o peso de passar uma vida inteira mendigando, pedindo, rastejando, culpando e obrigando?

 

Podemos sim e devemos evitar toda estar dor se trabalharmos os dados adquiridos e arrumados até então na nossa mente, toda esta herança que carregamos, parar de olharmos para o outro com expectativas.

Para começar este treino, o ideal é  faze-lo sem falar nada para não criar pressões e expectativas

 

 Não é necessário construir nada para sentir amor, apenas basta aprecia-lo e senti-lo.

 

Pára tudo, fica quieto, não mexe, para de rabiar, de procurar, de ter as antenas ligadas para chegar a tudo.

"Onde vou no fim de semana? Onde estas tu? Onde vou comer? Que filme vou ver? O que vai ser de mim amanhã?"

Tanta atividade mental ansiosa que nos impede de apreciar o agora, precisamos de desligar do excesso de movimento.

 

A felicidade não vem porque te mexes, mas tu mexes-te porque és feliz!

 

Da mesma forma que não saímos de casa sem nos arrumarmos, não podemos ser irresponsáveis ao ponto de sair com uma mente que não está preparada para dar amor.

 

Atenção ao que pensamos e ao que sentimos!

 

 

Contagiamos o outro, a nossa mente não está circunscrita ao cérebro.

Há que ter a consciência do "veneno" que injetamos nas outras pessoas. É necessário criar momentos para nos alinharmos, ficarmos quietos, sozinhos mesmo estando com outras pessoas.

A mente é um universo maravilhoso ou um campo de batalha connosco e com o outro. Resta-nos fazer este exercício de libertação e pensar no espaço, tomar as rédeas, afinal quem manda? (ehehehehe)

 

Este auto-conhecimento de aliarmos a mente e o corpo é o caminho libertador, quem melhor do que eu para saber quais as minhas reais necessidades?

 

Ninguém melhor do que eu para ser o meu médico, o meu nutricionista, o meu terapeuta, o meu personal trainer. (é desta que vou ser apedrejada)

Penso que entendem o que quero dizer, sem nada de radicalismos, todos precisamos destes profissionais.

 

Toma já a decisão desta emancipação, de aprender a lidar a viver e a ver o mundo de outra forma, talvez deixemos de ver aquele problema ou pelo menos conseguimos lidar com ele 

 

Parar já! 

 

Silencio é a chave, a nossa mesa de trabalho, se pararmos para nos escutarmos vamos descobrir onde está o ruído, libertarmo-nos da necessidade de nos mexermos o tempo todo.

Não adianta viver nesta onda bipolar encaminharmos para o as coisas que gostamos e fugir do que não gostamos.

Perceber como a mente opera, escuta-la.

 

Não só a escutarmos a nós mesmos, como percebermos quem temos à nossa frente, analisar o seu percurso, quem foram os seus pais, onde estudou, o que comia, por onde andou. Parar para escutar, entender as divergências e não tentar mudar o outro numa ilusão de evitar conflitos só porque não sabemos lidar com a divergência e pensamos desta forma, achamos que assim é o caminho correto. Chegou o momento de pararmos para pensar no  julgamento que fazemos aos outro no alto da nossa dignidade. Será que se eu vive-se o que ele viveu faria melhor ou pelo contrário o resultado seria bem pior?

 

Esperar que o outro pense como nós é por-me a jeito.

 

Por vezes somos invadidos com emoções, não sabemos muito bem porque temos raiva, mas demonstramo-la pois afinal tens de saber que és o culpado.

Todo o sofrimento é causado pelos nossos conflitos internos e não é algo natural da vida.

 

Precisamos aprender a lidar com coisas simples do quotidiano para sermos capazes de nos dominar-mos. Testar os impulsos na fila de trânsito, nas azelhices dos outros condutores, treinarmo-nos, porque afinal há quem diga que somos capazes de muitas coisas que nem nós mesmo sabiamos, dependendo da circunstância.

 

A raiva já estava em nós, a pessoa ou a circunstância mesmo que esteja "errada" só foi o clique para ela se soltar. Aí pára tudo, vamos à casa de banho, respiramos fundo três vezes, fazemos umas flexões se for preciso e investigamos o que é a raiva.

Podemos "usar" as pessoas e as relações, da forma como vierem até nós como espelho para nos conhecermos, ouvirmos e darmos o nosso contributo positivo, investigarmos o nosso mundo  e ajudarmos o outro a investigar o seu.

 

Não seria maravilhoso aprender a ser útil, viver a serviço do outro e este ser o caminho para eu me conhecer?

 

Todos mas todos precisamos de ajuda, mais cedo ou mais tarde.

Tudo que temos de fazer é aproveitar esta interacção gratuita para treinar, não fazer das pessoas objeto de auto satisfação e não invadir o espaço que o outro não me oferece. 

"Cada um dá o que pode e a mais não é obrigado"

 

De que vale violentar o espaço do outro se o retorno for forçado e algo não natural?

 

Fica o exercício para que experimentem a meditação/oração do amor, o de fazermos uma lista interna das relações complicadas que temos e desejamos a cada uma delas felicidade (não materializada) e que se liberte dos seus sofrimentos.

Diz-se que pessoa feliz não importuna o outro.

Pelo menos desbloqueia-nos energias, custa inicialmente porque aquele nó esta ali atravessado, mas depois alivia. A pessoa que está ao nosso lado sabe que não gostamos dela, isso sente-se, mas de que adianta espalhar má onda se podemos ser o sol na vida das pessoas?

 

"A felicidade vem quando sabemos quem nós somos!"

 

Segundo a lei da atração, quando pensamos em determinada coisa movemos as energias, o universo nessa direção, já experimentaram?

Eu já, deu muito certo e é aquela sensação fantástica do Uooooouuuuuu acontece mesmo!

O pensamento cria, é energia e move o mundo, por isso faz cuidado com o que penas ;)

 

"Falando no Mendes aqui o tendes"

 

O segredo está em usar as relações como um céu e a desfazermo-nos da estrutura da roda vida, carma, padrões de pais, hábitos, seja lá o que for e deixarmos de lado o sofrimento

 

Encontrar o amor é vivermos a liberdade com relações verdadeiras e significativas, é generosidade e ter um lugar para todos no ♥.

 

Vamos deixar o copo vazio, sem procurar nada nas pessoas porque estamos simplesmente bem connosco mesmos, vamos parar de manipular comportamentos e a sequência das coisas....

 

Já chega de cansaço e destes comportamentos automáticos!

É a partir do momento em que damos o nome a uma relação que esta passa a ser uma fonte de cobrança (namoro, família, amigo...) e deixa de ser um espaço livre.

Vamos fazer por encontrar as pessoas nesta sala vazia chamada céu.

 

Qualquer coisa rígida é repetitiva e é um peso para nós e para os outros, para quem tem horror a tédio como eu bate forte cá dentro.

Vamos voltar a ser movimento, como um leito de um rio, onde as coisas vão passando, deixa passar a raiva, deixa o medo passar...

 

Inspirado em Márcia Baja

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