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As pegadas da coelha

"Transforma-te na tua melhor versão"

Aceita o que vem...

 

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A nossa vida não é um percurso de Harley Davidson na Route 66, com os cabelos ao vento num cenário de filme. Talvez se assemelhe mais a um passeio domingueiro pelas estradas nacionais num para arranca de um percurso esburacado. Não existe felicidade constante, não existe estado de bem estar a todo o momento e nem sempre as condições são as que mais desejaríamos. Perdemos coisas e pessoas, a conjuntura nem sempre é a mais favorável e o que esperaríamos. Ficamos muitas vezes ressentidos, deprimidos, ansiosos, sem chão e a chamada paz de espírito.

 

É nesta fase que o desafio entra, o caminho para o desenvolvimento pessoal e o culto de uma mente sã e ponderada. A compreensão/aceitação é um processo importante para ultrapassar estas situações que nos são menos convenientes ou dolorosas.

 

Se não passarmos pelo mau, não valorizaríamos o bom.

 

Este trajeto de precauços e desvios provocados por obras na via são essenciais para o conhecimento de novos atalhos/modos de fazer e de outras formas para alcançar a felicidade. 

 

As chamadas sacudidelas da vida quando nos tentamos agarrar a algo ou alguém. Mesmo quando a situação não é a que desejaríamos o importante é retirar daqui as lições que nos vão fazer crescer. Estas tarefas árduas que nos colocam à prova são um desafio emocional à nossa capacidade de adaptação.

 

 

A vida é de extremos, é bipolar, experimentamos as delícias do amor e as amarguras do desgosto, os opostos irão fazer-se sentir e farão sentido.

O ser humano naturalmente sente, é normal a tristeza, o desánimo, no entanto, saber aceitar o que nos acontece ajuda a enfrentar os momentos difíceis e abranda esta dor emocional.

 

Open your mind!
 

Assumir o controle sobre a reação aos acontecimentos e decidir o que sentimos relativamente ao que nos acontece é o verdadeiro desafio e a arte de uma mente inteligente. Aceitar o que não podemos mudar é a base para seguir e transformar as nossas vidas. Lutar contra uma realidade intransponível será um desgaste de energia prejudicial

 

Percebamos que por mais custoso que nos possa parecer em determinada situação a perda ou o desapego vai fazer-nos evoluir e valorizar.

 

Quando falo em aceitarmos a realidade não me refiro a resignação, em baixar a cabeça e continuar em frente, falo antes de encarar a realidade e saber experiênciar o impacto das emoções de modo assertivo

 

 

Aceita o que te acontece e transforma-o a teu favor!

 

 

 Quando não toleramos uma situação, quando as coisas não são como desejamos não devemos nos colocar numa posição de vitimização, de lamentação. É importante saber viver sem que isso nos afete de forma exagerada, conseguir canalizar a nossa energia para outras áreas, para novos rumos.

Nem tudo pode ser como esperamos, nem todos podem ser iguais a nós, daí a aceitação ser nossa melhor aliada para que consigamos transformar o futuro  e vivermos com mais serenidade e menos ansiedade. 

 

Abrir as nossas mentes para novas possibilidades, ainda que o ambiente que nos rodeia não seja o que desejamos, podemos sim semear hoje para colher amanha.

Todos temos o poder de criar e mudar a nossa vida e podemos fazê-lo já, sem depositar no outro ou naquilo que nos acontece a responsabilidade para que o amanhã não seja melhor.

 

O primeiro obstáculo começa com o nosso auto-conhecimento, saber quais as minhas virtudes, o que tenho a melhorar e assim consigo mais facilmente saber o que os outros esperam de mim e qual o meu limite.
 

Muitos de nós não dão o que gostariam de si aos outros, por imposição do regime social ou apenas por auto-sabotagem. É necessário que observemos com cautela que tipo de pessoa estamos e que tipo de pessoa gostaríamos de ser. Se não estamos a ser completos nos relacionamentos não nos doamos por completo.

 

Valerá a pena viver uma vida sem sermos inteiros? Sem nos dar-mos por completo? Subsistir ao invés de existir em toda a sua plenitude e com tudo o que temos direito? 

 

 

 

“Cada um dá o que tem no coração, e cada um recebe com o coração que tem.”

Oscar Wilde

 

 

Quando exigimos dos outros atitudes e posturas, não deveríamos também nós exigir as mesmas coisas antes de apontar o dedo ao próximo?

 

Se partir do princípio que a única pessoa “controlável” por mim sou eu mesmo, qual o sentido de tentar mudar o outro? 

Vamos fazer o exercício de voltar-nos para nós o pensamento e nos focarmos no que temos e no que podemos de fato oferecer aos outros. Enxergar quem está ao nosso lado com olhos mais doces e menos críticos, entender que cada um tem o direito de nos julgar como entender, mas nós temos o dever connosco mesmos de sermos melhores.

 
 
 
 
 
 

 

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