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As pegadas da coelha

"Transforma-te na tua melhor versão"

A vida é uma aventura ousada ou nada

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Escrevo hoje com o coração cheio, grata pelo sentimento de conseguir despertar, nem que seja um bocadinho só, inspiração na vida de alguém. Sabe bem sentir que desse lado há quem retire mais valias para a vida baseada na nossa experiência, nas nossas pegadas.

Por isto, inspirado em ti Mariana, segue este texto sobre as voltas de 180º que damos na nossa vida.

 

Quem nunca sentiu que foi feito para grandes coisas? 

Quem nunca se sentiu incompleto?

Quem nunca sentiu vontade de explorar e conhecer novas realidades?

Quem nunca sentiu que merece mais e melhor?

Quem nunca sentiu que não tem de se sujeitar a menos do que merece? 

Quem nunca teve vontade de deixar a sua marca?

 

Estas e outras questões são com certeza algumas, senão todas que já nos passaram pela cabeça e é sobretudo nestes momentos que a jornada começa!

Quando este remoinho interno se torna insustentável elevamos os nossos padrões e é quando finalmente estamos dispostos a sair da nossa zona de conforto custe o que custar que moldamos a nossa vida obrigando-nos a sair da assistência, para passar a ser o protagonista do espetáculo da nossa vida.

 

Eu não sou exceção à regra e também sou levada por estas questões e por vezes penso, das duas uma, ou tive a crise dos 30 precocemente ou a adolescência veio tardia para me fazer revolucionar a mim mesma, às minhas relações e ao meu trabalho.

 

Isso mesmo, virar a vida do avesso com tudo o que tem direito, estar disposto a passar pelas tormentas, por todas as oposições, para alcançar o que realmente faz sentido na nossa vida.

 

Afinal quem é o piloto da minha vida?

 

É arriscado demais colocar nas mãos do outro o comando do nosso Mustang e passar a viver ao sabor de onde nos querem levar, do que desejam para nós, ou o que a sociedade encara por politicamente correto.

Enquanto isso, o tempo passa.... o bem mais precioso que temos.

Eu, não quero chegar aos 60 anos e ser assombrada pelo sentimento de culpa de não ter tentado, de não ter ousado, só por medo do desconhecido.

 

Mas afinal alguém prevê o futuro, alguém sabe o que vai acontecer amanhã? Estamos assim tão seguros se nos mantermos imóveis e inertes enquanto somos meros espectadores da nossa própria vida?

"É a crise", "não quero desiludir a minha mãe", "...e o que vai dizer a família? os amigos?", "...e se corre mal?", "..e as contas para pagar?"

Tantos "ses" e o mundo continua a girar, os dias a passar e nós a envelhecermos confinados à nossa rotina, conformados com aquilo que chega até nós, muitas vezes num tédio que até dá dó.... tenho horror a tédio!!! (eheheheheh).

 

Onde está a herança do tempo em que rasgamos os mares nunca antes navegados e os perigos nunca antes vistos? 

 

Não acredito na terra prometida, sem sacrifício e sem a bravura do arriscar. Pois é, mas são as nossa decisões e não as circunstâncias que determinam o nosso destino.

O que acontece é que muitas vezes o medo de perder é maior do que o nosso desejo de ganhar e acreditamos que agir agora é mais doloroso que adiar. O salto dá-se quando o copo se vai enchendo, fica dificil carrega-lo por mais tempo e a dor de suporta-lo se torna maior do que deixar quebrar aquele cristal.

É aí que a dor se torna nossa aliada!

 

Afinal o que nos impede de lutar para tornar-mos a nossa vida como a sonhamos?

 

O apontar do dedo do vizinho, que vive aquela vidinha confinada a opinar sobre a vida alheia? Provavelmente porque a sua própria vida é tão interessante que preferem comentar e preocupar-se com a dos outros.

Até quando vamos dar importância ao que os outros pensam e falam ou ao medo que nos circunda e nos impede de experienciar novas realidades, de nos conhecermos melhor e de realmente aproveitar o que este mundo tem ao dispor para nós? 

 

Não podia deixar de citar esta frase de Séneca tão simples e que para mim faz todo o sentido:

 

 "Um homem que sofre antes do tempo, sofre mais do que é necessário"

 

Contra mim falo, com a minha dose bem considerável de ansiedades e essas coisas que servem mais para atrapalhar do que para nos impulsionar.

Ao associarmos a dor a algum comportamento, fugimos dele "como o diabo da cruz" e o interessante de tudo isto é que podemos usar a dor e o prazer a nosso favor para interromper ou potenciar padrões de conduta desejáveis. No meu caso, o "sofrimento" de ver a minha vida aos 26 anos circunscrita aquele mais do mesmo, sem desafio, "presa" a uma perfeição imperfeita de estabilidade por fora e instabilidade cá dentro.

 

"Eu só tenho vintes e poucos e a vida não pode ser só isto... quero ver o mundo, quero testar as minhas capacidades, quero ver coisas novas, quero fazer coisas diferentes, quero criar, quero ser valorizada, quero mais! Será irrisório pedir isto para a tua vida?"

 

É sobretudo o significado que atribuímos à dor e ao prazer, que nos guia na nossa tomada de decisões, não tomar uma decisão já é uma decisão. O nosso comportamento consciente ou inconsciente é moldado por estes dois componentes que nos foram passados desde a infância até ao hoje, pela família, pelos amigos, por algum incidente, pela escola, pela televisão, pelas vivências... O que somos hoje, depende de todas estas nossas experiências e o nosso destino é esculpido por aquilo que associamos dor e prazer.

 

Se há coisa que aprendi nas poucas pegadas que dei neste planeta é que "se não tiveres um plano para a tua vida, há outra pessoa que o tem!"

 

Terá chegado finalmente a hora de tomares as rédeas da tua vida?

 

Ana Moura - Dia de Folga

baseado no livro "Desperte o Gigante que há em Si"

 

 

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